domingo, 4 de março de 2012

Participação de Padre Fábio em Altashoras em 03.03.2012




Neste sábado, dia 03 de março, Serginho Groisman recebeu no palco do Altas Horas o padre Fábio de Melo, que não fugiu de temas polêmicos como sexualidade. “Eu sempre acreditei que a sexualidade é um lugar onde a pessoa mais exerce a sua delicadeza com o outro”, comentou. Padre Fábio de Melo também falou sobre homossexualismo. “Eu como padre acredito na regra da Igreja, mas faço de tudo para que, em minha prática pessoal, possa trazer essas pessoas para perto e quem sabe oferecer a elas um pouco da minha humanidade”, declarou.

Além de falar sobre assuntos sério, o padre ainda descontraiu contando que é muito distraído e por isso já chegou a errar trechos da missa. “Eu já errei algumas partes da missa. Sou muito distraído. Às vezes fico prestando atenção nas pessoas e quando está na minha parte, eu esqueço”.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

padre fabio de melo - Hott Mp3 - Música Online

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Programa Direção Espiritual 1º ao vivo do ano em 15.02.2012

A velhice e as perdas naturais

A velhice e as perdas naturais O tempo passou e a velhice chegou. E agora? A juventude é um período que favorece muitas fugas. A vitalidade do corpo, a vida agitada, os muitos compromissos, as múltiplas possibilidades, tudo faz com que esse tempo da vida seja naturalmente dinâmico. A impulsividade é a marca dessa fase. Com o passar do tempo, essa dinâmica vai se transformando. Vamos ficando mais lentos, mais criteriosos, e o leque que antes era formado de inúmeras possibilidades vai se tornando mais estreito. São as estações da vida e suas mudanças constantes. São os encaminhamentos naturais do tempo a nos conduzir ao lugar da pergunta - E agora? O tempo passou e a velhice chegou. E agora? A escritora mineira Adélia Prado fala, de forma muito interessante, dos impactos da velhice na vida humana. No poema “Pedido de adoção”, a escritora identifica na personagem a saudade de ter a mãe. Esta orfandade é reconhecida no auge da velhice, momento da vida em que os limites a aprisionam fazendo-a querer os mesmos cuidados que as crianças. Veja com que beleza e simplicidade a autora faz a leitura desse sentimento. “Estou com muita saudade de ter mãe, pele vincada, cabelos para trás, os dedos cheios de nós, tão velha, quase podendo ser a mãe de Deus, não fosse tão pecadora. Mas esta velha sou eu, minha mãe morreu na roça, os olhos cheios de brilho, a cara cheia de susto. Ó meu Deus, pensava que só de crianças se falava: as órfãs.” O sentimento da orfandade lhe confere a coragem de querer o retorno no tempo, de driblar a crueza de sua idade e reivindicar o direito de ter um colo onde deitar a cabeça e receber os cuidados maternos. A personagem manifesta o desejo de voltar a se enrolar no tecido da descendência, como se quisesse suturar sua carne já envelhecida à carne jovem de sua mãe, que só existe em suas saudades, e assim rejuvenescer. É a personagem diante do fato inevitável de que o tempo passou e que agora, velha, como um dia estivera sua mãe, reconhece em sua alma a mesma condição em que costumamos classificar as crianças órfãs. A personagem e a velhice. Destino inevitável que os pés humanos encontrarão ao longo da existência. Não há outro jeito. É regra da vida. Envelhecer é um processo natural. O corpo, que antes possuía uma vitalidade extraordinária, aos poucos, bem aos poucos, vai se curvando aos ditames do tempo. Estamos expostos aos efeitos do chronos*, (*significa tempo em latim) o tempo que passa. Desde o nascimento, o corpo se encaminha para o seu processo final. Nasce direcionado para o fim, uma vez que o seu percurso terá como meta a sua desmaterialização. Durante esse percurso viverá as diversas fases da vida, extraindo de cada uma delas suas possibilidades e seus limites. (Trecho do livro "Quando o sofrimento bater à sua porta" de padre Fábio de Melo)